Estudo 4 — Avaliação de estabilidade de taludes com Eletrorresistividade (adaptado de Carvalho, 2021)

Métodos utilizados: Sondagem Elétrica Vertical (SEV) + Caminhamento Elétrico (CE / Dipolo-dipolo) + integração geotécnica e modelos 3D.

Resumo técnico

O estudo integrou métodos elétricos de eletrorresistividade para identificar estruturas internas de taludes — especialmente zonas fraturadas, níveis d’água, contato solo-rocha e potenciais superfícies de ruptura.

Os resultados mostraram:

  • zonas de baixa resistividade associadas a fraturas preenchidas por água ou solos mais argilosos, atuando como vias preferenciais para instabilidade;
  • camadas mais resistentes (alta resistividade) correspondentes ao topo de rocha sã;
  • identificação das três principais estruturas de controle: camadas de cobertura, níveis freáticos e zonas de descontinuidade;
  • malhas de caminhamento formando uma imagem 2D e 3D do maciço, permitindo estimar direção do fluxo e regiões com maior risco geotécnico.

Impacto para o projeto

A investigação geofísica permitiu:

  • mapear zonas de fraqueza internas invisíveis por métodos tradicionais;
  • identificar fraturas profundas e planos de escorregamento antes da ruptura;
  • delimitar o nível d’água e sua influência sobre a estabilidade;
  • subsidiar ações de estabilização, drenagem, contenção e realocação de estruturas;
  • reduzir custos, direcionando perfurações e ensaios apenas para áreas críticas.

O estudo mostrou que a eletrorresistividade, quando integrada a dados geotécnicos, é extremamente eficaz para avaliar taludes, planejar obras de contenção e prevenir acidentes.

talude a
talude b